Linguística: Relações Sintagmáticas x Relações Paradigmáticas

As relações associativas/combinatórias são sintagmáticas.

As relações de coisas que podem ocupar o mesmo lugar, que são relações de escolha, são paradigmáticas.

Imagine dois eixos, o horizontal sendo as relações sintagmáticas e o vertical as paradigmáticas.

Relações associativas incluem as relações paradigmáticas, mas também signos que se relacionam livremente.

Por exemplo, na frase:

Usou o martelo pesado
-----------------------------> relações sintagmáticas
     | machado
     | tijolo
     | porrete
     V
 relações paradigmáticas.

As relações associativas de martelo incluem machado, tijolo, porrete, etc. mas também construção, ferramenta, prego, que não necessariamente estão no eixo das relações paradigmáticas.

Cada elemento tem suas relações que também são estruturadas pelas relações com outros signos. Essas relações podem ser sintagmáticas, paradigmáticas, associativas. O valor dos elementos é o lugar que ocupam nessas relações com os outros.

Se uma coisa não se opõe a nada, não tem valor. O valor se dá pelas coisas que estão próximas. Exemplo:

receio -> menos intenso
medo -> não marcada
pavor -> mais intensa.

Se um desses não existisse, o sentido seria absorvido pelos outros.

Valor é a fronteira que separa um elemento linguístico (por exemplo, palavras, ou fonemas) de outro. Essas fronterias não são muito claras e variam de língua para língua.

Por essas relações de oposição se define o valor dos elementos.

Sistema -> conjunto de elementos caracterizado pelas relações entre si. Essa rede de relações forma uma estrutura.

Um exemplo de sistema é um jogo de xadrez, onde as peças só se caracterizam por oposição (ou ausência de) às outras.

Essas oposições são intrínsecas à língua, sendo que cada uma faz um recorte da realidade. O português diferencia recipientes para líquidos, onde você caracteriza “caneca” por opsição à “taça”, mas poderia haver uma língua que chamasse todos esses recipientes por uma única palavra, anulando a oposição (tornam-se a mesma coisa, linguisticamente).

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