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	<title>Estudando Letras &#187; Aristóteles</title>
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	<description>Anotações de aula do curso de letras</description>
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		<title>Comparação da visão da Poesia de Platão em “A República” e de Aristóteles em “A Poética”</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um resumo de como enxergavam a poesia dois filósofos importantes da antiguidade clássica, Aristóteles e Platão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.consciencia.org/platao.shtml">Platão é um aristocrata grego</a>, nascido em 427 ac e falecido em 348 ac.</p>
<p>Se tornou discípulo de Sócrates, mas ao contrário deste, deixa extensa obra escrita. Sócrates aparece na obra de Platão como “personagem”, mas de fato existiu.</p>
<h3>A República de Platão</h3>
<p>A República é uma série de diálogos conduzidos por Sócrates que investiga e trata da Justiça, usando como meio para isto a proposição de uma <strong>República ideal</strong>.<br />
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</script><br />
Nessa República existiriam 3 classes de cidadãos: Os Magistrados, os soldados e os produtores.</p>
<p>A República então propõe o sistema educacional dos Magistrados, educando-os para serem homens virtuosos. Eles deveriam, então, cultivar <strong>4 virtudes principais</strong>: Piedade, Valentia, Temperança, Justiça.</p>
<p>O Livro II discute como as divindades deveriam ser apresentadas aos Magistrados em formação. Segundo Platão, deveriam ser apresentados de maneira austera. No Livro III é discutido o <strong>papel da poesia</strong> na educação, já que esta possui muita força.</p>
<p>Platão apresenta o problema de que nem tudo o que o poeta “fala” na poesia é verdadeiro, o que é um problema para se educar homens virtuosos.</p>
<p>Uma das virtudes é a coragem, e o magistrado deve ser um homem livre, portanto não deve temer a morte. <em>Deve escolher morrer à ser escravo</em>.</p>
<p>Porém os poemas apresentam descrições horríveis da morte e do pós morte.</p>
<p>Após isso o diálogo prossegue apontando o que existe na poesia que não deve ser dito:</p>
<ul>
<li>Não descrever a morte e o Hades</li>
<li>Evitar mostrar heróis se lamentando</li>
<li>Não mostrar heróis e deuses gargalhando (devem ser homens austeros)</li>
<li>Não mostrar guerreiros sendo recompensados pelos seus atos, para não estimular a ambição e a ganância.</li>
<li>Heróis e deuses não devem ser retratados praticando atos ímpios</li>
</ul>
<p>Até aqui foram tratados os temas (<em>o que é dito</em>). Então a investigação prossegue pela forma (<em>como é dito</em>).</p>
<p>Os poetas narram acontecimentos, e a maneira de narrar se dividem, segundo PLatão, em:</p>
<ul>
<li>narrativa (discurso indireto)</li>
<li>imitação (discurso direto)</li>
<li>mista</li>
</ul>
<p>Dessa forma ele cria <strong>a primeira divisão dos gêneros</strong>.</p>
<h4>Poesia como imitação &#8211; visão negativa da poesia em Platão</h4>
<p>Para Platão a imitação é negativa (mesmo embora a República seja uma imitação). Ele alega que uma pessoa só consegue conhecer bem a sua própria profissão e outras coisas não sabe fazer bem, portanto é impossível se imitar com fidelidade. Além disso, ele alega, a imitação contínua afeta o caráter do imitador, então ele proibe o homem de caráter elevado de imitar pessoas vis.</p>
<p>Então a princípio deveria ser admitido somente a narrativa e o modo misto. Porém, no livro X, ele acaba por concluir que <strong>toda a poesia é imitação</strong>, pois ela reflete o mundo sensível, que é, por sua vez, reflexo do mundo das idéias. Portanto é imitação da imitação, estando dois graus longe da verdade. Assim, e<strong>le expulsa o Poeta da República ideal</strong>.</p>
<p>O único discurso que deve ser mantido é aquele que leva à verdade, a filosofia. A retórica é considerada maquiagem e também é banida.</p>
<p>Quem vai fazer a defesa da poesia é o discípulo de Platão, Aristóteles, na “Poetica”.</p>
<h3>A Poética de Aristóteles</h3>
<p><a href="http://www.consciencia.org/aristoteles_poetica.shtml">A Poética</a> não é um texto acabado e sim notas soltas usadas como lembretes de aula. Além disso, boa parte foi perdida.</p>
<p>Aristóteles diz que a poesia (arte) é imitação em a classifica conforme 3 aspectos:</p>
<ul>
<li>Meios da imitação</li>
<li>Objetos da imitação</li>
<li>Modo da imitação</li>
</ul>
<p>Os meios seriam, cores, formas, ritmo/harmonia, linguagem…<br />
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Exemplos:</p>
<ul>
<li>Aulética (flauta) – ritmo/harmonia</li>
<li>Citarística (cítara) – ritmo/harmonia</li>
<li>Seríngica – ritmo/harmonia</li>
<li>Dança – ritmo</li>
<li>Epopéia – linguagem</li>
</ul>
<p>Aristóteles se queixava de não existir uma palavra para englobar todas as formas poéticas (artísticas) que imitavam a linguagem. Hoje existe: <strong>literatura</strong>.</p>
<h4>Capítulo II da Poética – Classificação segundo o objeto imitado</h4>
<p>A “literatura” imita ações de homens piores, iguais ou melhores do que nós.</p>
<ul>
<li>Piores – Comédia</li>
<li>Iguais – ?</li>
<li>Melhores – Epopéia/tragédia</li>
</ul>
<p>O mesmo objeto também pode ser imitado de modos diferentes</p>
<ul>
<li>Narrativo: Epopéia</li>
<li>Dramático: tragédia/comédia</li>
</ul>
<p>Como Aristóteles não acredita no mundo das idéias, não considera errado imitar, <strong>ao contrário, é bom</strong>, pois é fonte de prazer e conhecimento (”Por imitação o homem aprende”). Segundo Platão a tragédia provoca terror e isso seria ruim, incutindo o medo, porém Aristóteles alega que a imitação purga, purifica o leitor (catarse), sendo, então, útil.<strong>Similar Posts:</strong>
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		<title>O que é poesia? Definição clássica de poesia</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[teoria literária]]></category>
		<category><![CDATA[Adma]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia é imitação]]></category>

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		<description><![CDATA[Definições clássicas de poesia: poesia é imitação e, após o romantismo, poesia é expressão. Discussão do que é poesia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>“Poesia é imitação”</h2>
<p>Comparando a poesia como um espelho, ou uma pintura. A poesia como imitação hoje em dia não nos ocorre, mas ela foi dominate até o século XVIII. A <a href="http://www.consciencia.org/aristoteles_poetica.shtml">Poética de Aristóteles </a>desaparece no começo da era cristã e reaparece somente no fim do século XV, quando passa a ser objeto de discussão novamente, e então o conceito de poesia é imitação reaparece.</p>
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<p>A questão levantada então é, se é imitação, o que ela imita?</p>
<p>Em um primeiro momento a resposta seria “o poeta imita o que ele vê, o mundo”. Porém as poesias retratam coisas não vistas, o que leva a questão “o poeta mente?”</p>
<p>Se considera então que na poesia aparecem coisas que existem, porém “deturpadas” e, por sua vez, isso leva às justificativas dessa “deturpação.”, desses desvios em relação ao mundo.</p>
<p>O primeiro argumento que aparece é que a poesia não imita a natureza como ela é, mas uma natureza “melhorada”, uma natureza “como ela poderia ser”.</p>
<p>Melhorada em quê, então? Segundo alguns, o poeta seleciona o belo, o agradável, os aspectos mais belos de uma coisa e então compõe uma coisa nova.</p>
<p>Outros raciocinam que o poeta não imitaria um indivíduo isolado, mas a média dos indvíduos, as características gerais, não representaria o homem, mas o “homem universal”.</p>
<p>Aristóteles afirma que o historiador relata o que aconteceu e o poeta o que poderia ter acontecido.</p>
<p>A Adma afirma que o poeta não imita a natureza, mas “como a natureza”, ou seja, retirando dela proporções e razões que seriam utilizadas para imitar.</p>
<p>A consequência disso é que o poeta imita outros poetas, e a imitação passa da natureza sensível para outros poemas, passando a imitar essa “segunda natureza” dos poemas.</p>
<p>Portanto, nessa época, imitar poesia faz parte de fazer poesia. A imitação é procedimento previsto nas poéticas, mas ela não se dá no sentido de cópia, mas sim de emulação, competindo com o original, tentando superá-lo. Nesse contexto a imitação não é vergonhosa ou algo a se esconder (não há o conceito de “plágio”).</p>
<p>Esse conceito é pós-romântico, quando poesia passa a ser expressão, que valoriza a originalidade, sinceridade e rejeita a imitação.</p>
<h3>Texto da Adma “Gregório de Matos, Beato”</h3>
<p>Gregório de Matos não publicou sua obra em vida, o que leva à dúvida do que é relamente dele ou não. Seria correto dizer que os poemas são “atribuidos” à ele.</p>
<p>Na análise dos poemas de G. de M. (por exemplo “À Jesus Cristo Nosso Senhor”) há um questionamento sobre a sinceridade do arrependimento do autor. Isso só cabe na perspectiva pós romântica, que considera poesia <em>expressão</em>. Antes do romantismo esse questionamento não tem lugar. Antes, como era imitação, a poesia não é expressão do eu, mas sim do gênero.</p>
<p>A Adma Murana propõe uma nova interpretação, então. Eles se enquadrariam num subgênero comum à época e rebate a acusação de que seriam um plágio, já que esse conceito não tem lugar na época do poema, sendo um anacronismo. Os poemas não se repetiriam, mas “rimariam”.</p>
<p>E apesar de sonetos terem começo semelhante o desenvolvimoneto é totalmente diferente. Gregório de Matos não está em tom de oração e prostração, mas sim de argumentação com Deus, alegando que o pecado o aproxima de Deus, pois o compromete com o perdão.</p>
<p>Essa argumentação se dá com um Deus “humanizado”, pois Jesus também experimentou a fraqueza da carne, e o pecado engrandece à Deus com a oportunidade de perdoar.</p>
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</script></p>
<p>O primeiro crítico de Gregório de Matos, O licensiado Manoel Pereira Rabelo, atribui esse soneto aos momentos finais da vida de Gregório de Matos. Já a Adma argumenta que não necessariamente seja da hora da morte, mas parte de um genêro, do qual cita como exemplo a antologia “Avisos para la muerte”.</p>
<p>Esse gênero (ou sub gênero) procura colocar diante do leitor os signos da morte, para lembrar que a vida é passageira e haverá um julgamento ao final, portanto o leitor deve preparar-se.</p>
<p>Ela prossegue argumentando que no caso do G. de M. é mais um aviso para aquele que mata (Deus) do que para aquele que morre.</p>
<p>Esse modelo de interlocução com Deus, argumentativo, não é heterodoxo, outros poemas existem nesse formato, sendo atitude comum no período.<strong>Similar Posts:</strong>
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