<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Estudando Letras &#187; Gregório de matos</title>
	<atom:link href="http://www.estudandoletras.org/tag/gregorio-de-matos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.estudandoletras.org</link>
	<description>Anotações de aula do curso de letras</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Mar 2010 01:29:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>O que é poesia? Definição clássica de poesia</title>
		<link>http://www.estudandoletras.org/teoria-literaria/o-que-e-poesia-definicao-classica-de-poesia/</link>
		<comments>http://www.estudandoletras.org/teoria-literaria/o-que-e-poesia-definicao-classica-de-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[teoria literária]]></category>
		<category><![CDATA[Adma]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de matos]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia é imitação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.estudandoletras.org/?p=37</guid>
		<description><![CDATA[Definições clássicas de poesia: poesia é imitação e, após o romantismo, poesia é expressão. Discussão do que é poesia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>“Poesia é imitação”</h2>
<p>Comparando a poesia como um espelho, ou uma pintura. A poesia como imitação hoje em dia não nos ocorre, mas ela foi dominate até o século XVIII. A <a href="http://www.consciencia.org/aristoteles_poetica.shtml">Poética de Aristóteles </a>desaparece no começo da era cristã e reaparece somente no fim do século XV, quando passa a ser objeto de discussão novamente, e então o conceito de poesia é imitação reaparece.</p>
<div style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
google_ad_client = "pub-1880098684576611";
/* 250x250, created 12/31/09 Letras */
google_ad_slot = "0471889460";
google_ad_width = 250;
google_ad_height = 250;
//-->
</script>
<script type="text/javascript"
src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js">
</script></div>
<p>A questão levantada então é, se é imitação, o que ela imita?</p>
<p>Em um primeiro momento a resposta seria “o poeta imita o que ele vê, o mundo”. Porém as poesias retratam coisas não vistas, o que leva a questão “o poeta mente?”</p>
<p>Se considera então que na poesia aparecem coisas que existem, porém “deturpadas” e, por sua vez, isso leva às justificativas dessa “deturpação.”, desses desvios em relação ao mundo.</p>
<p>O primeiro argumento que aparece é que a poesia não imita a natureza como ela é, mas uma natureza “melhorada”, uma natureza “como ela poderia ser”.</p>
<p>Melhorada em quê, então? Segundo alguns, o poeta seleciona o belo, o agradável, os aspectos mais belos de uma coisa e então compõe uma coisa nova.</p>
<p>Outros raciocinam que o poeta não imitaria um indivíduo isolado, mas a média dos indvíduos, as características gerais, não representaria o homem, mas o “homem universal”.</p>
<p>Aristóteles afirma que o historiador relata o que aconteceu e o poeta o que poderia ter acontecido.</p>
<p>A Adma afirma que o poeta não imita a natureza, mas “como a natureza”, ou seja, retirando dela proporções e razões que seriam utilizadas para imitar.</p>
<p>A consequência disso é que o poeta imita outros poetas, e a imitação passa da natureza sensível para outros poemas, passando a imitar essa “segunda natureza” dos poemas.</p>
<p>Portanto, nessa época, imitar poesia faz parte de fazer poesia. A imitação é procedimento previsto nas poéticas, mas ela não se dá no sentido de cópia, mas sim de emulação, competindo com o original, tentando superá-lo. Nesse contexto a imitação não é vergonhosa ou algo a se esconder (não há o conceito de “plágio”).</p>
<p>Esse conceito é pós-romântico, quando poesia passa a ser expressão, que valoriza a originalidade, sinceridade e rejeita a imitação.</p>
<h3>Texto da Adma “Gregório de Matos, Beato”</h3>
<p>Gregório de Matos não publicou sua obra em vida, o que leva à dúvida do que é relamente dele ou não. Seria correto dizer que os poemas são “atribuidos” à ele.</p>
<p>Na análise dos poemas de G. de M. (por exemplo “À Jesus Cristo Nosso Senhor”) há um questionamento sobre a sinceridade do arrependimento do autor. Isso só cabe na perspectiva pós romântica, que considera poesia <em>expressão</em>. Antes do romantismo esse questionamento não tem lugar. Antes, como era imitação, a poesia não é expressão do eu, mas sim do gênero.</p>
<p>A Adma Murana propõe uma nova interpretação, então. Eles se enquadrariam num subgênero comum à época e rebate a acusação de que seriam um plágio, já que esse conceito não tem lugar na época do poema, sendo um anacronismo. Os poemas não se repetiriam, mas “rimariam”.</p>
<p>E apesar de sonetos terem começo semelhante o desenvolvimoneto é totalmente diferente. Gregório de Matos não está em tom de oração e prostração, mas sim de argumentação com Deus, alegando que o pecado o aproxima de Deus, pois o compromete com o perdão.</p>
<p>Essa argumentação se dá com um Deus “humanizado”, pois Jesus também experimentou a fraqueza da carne, e o pecado engrandece à Deus com a oportunidade de perdoar.</p>
<p><script type="text/javascript"><!--
google_ad_client = "pub-1880098684576611";
/* 728x90, created 12/31/09 Letras */
google_ad_slot = "1700619246";
google_ad_width = 728;
google_ad_height = 90;
//-->
</script>
<script type="text/javascript"
src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js">
</script></p>
<p>O primeiro crítico de Gregório de Matos, O licensiado Manoel Pereira Rabelo, atribui esse soneto aos momentos finais da vida de Gregório de Matos. Já a Adma argumenta que não necessariamente seja da hora da morte, mas parte de um genêro, do qual cita como exemplo a antologia “Avisos para la muerte”.</p>
<p>Esse gênero (ou sub gênero) procura colocar diante do leitor os signos da morte, para lembrar que a vida é passageira e haverá um julgamento ao final, portanto o leitor deve preparar-se.</p>
<p>Ela prossegue argumentando que no caso do G. de M. é mais um aviso para aquele que mata (Deus) do que para aquele que morre.</p>
<p>Esse modelo de interlocução com Deus, argumentativo, não é heterodoxo, outros poemas existem nesse formato, sendo atitude comum no período.<strong>Similar Posts:</strong>
<ul class="similar-posts">
<li><a href="http://www.estudandoletras.org/classicos/comparacao-da-visao-da-poesia-de-platao-em-%e2%80%9ca-republica%e2%80%9d-e-de-aristoteles-em-%e2%80%9ca-poetica%e2%80%9d/" rel="bookmark" title="December 28, 2009">Comparação da visão da Poesia de Platão em “A República” e de Aristóteles em “A Poética”</a></li>
<li><a href="http://www.estudandoletras.org/literatura-brasileira/analise-do-poema-mundo-antigo-de-carlos-drummond-de-andrade/" rel="bookmark" title="December 27, 2009">Análise do poema &#8220;Mundo Antigo&#8221; de Carlos Drummond de Andrade</a></li>
<li><a href="http://www.estudandoletras.org/poesia/analise-do-poema-%e2%80%9ccancao-do-exilio%e2%80%9d-de-goncalves-dias/" rel="bookmark" title="December 28, 2009">Análise do poema “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias</a></li>
</ul>
<p><!-- Similar Posts took 10.831 ms --></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.estudandoletras.org/teoria-literaria/o-que-e-poesia-definicao-classica-de-poesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
