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	<title>Estudando Letras &#187; retórica</title>
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	<description>Anotações de aula do curso de letras</description>
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		<title>O que é a retórica? Resumo e definição de retórica</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[teoria literária]]></category>
		<category><![CDATA[panegírico]]></category>
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		<category><![CDATA[platão]]></category>
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		<description><![CDATA[Anotações resumidas sobre definições e estrutura da retórica.]]></description>
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<p>A retórica é a arte da persuasão. Reconhece-se dentro dela três gêneros de discurso:</p>
<h3>Deliberativo (política)</h3>
<p>Membros de uma assembléia debatem, com intuito de aconselhar ou desaconselhar uma ação a ocorrer no futuro.</p>
<h3>Judiciário (forense)</h3>
<p>O destinatário do discurso é o(s) Juiz(es)/advogados, com intuíto de acusar ou defender, tratando de uma ação ocorrida no passado.</p>
<h3>Epidídico (demonstrativo)</h3>
<p>Os destinatários do discurso seriam expectadores de um orador que visa vituperar ou louvar algo ou alguém.</p>
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<p>(O discurso de louvor é chamado de <em>panegírico</em>, sendo um subgênero da retórica.)</p>
<h2>Partes da retórica</h2>
<p>A retórica se divide em 5 partes, ou etapas de aleboração:</p>
<h3>1) Invenção</h3>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>Encontrar</strong> os argumentos aptos a produzirem convencimento</p>
<h3>2) Disposição</h3>
<p style="padding-left: 30px;">Colocar os argumentos, as coisas “encontradas” na etapa anterior e e dispô-las (distribuir) no discurso.</p>
<h3>3) Elocução</h3>
<p style="padding-left: 30px;">Transformar as coisas encontradas e dispostas em palavras, transpor. Da idade antiga até a média, a elocução abrange a gramática.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Aqui entra a ornamentação do discurso. Ele deve ser claro, sem ser enfadonho para gerar o convencimento. Utiliza-se as figuras de linguagem nessa parte.</p>
<h3>4) Memória</h3>
<p style="padding-left: 30px;">Era preciso memorizar o discurso para proferi-lo. Aqui entram as técnicas mneumônicas.</p>
<h3>5) Ação</h3>
<p style="padding-left: 30px;">O gestual do orador, a inflexão do orador, como se fosse um ator, fazem parte dessa etapa.</p>
<h2>Lugares comuns</h2>
<p>A retórica é uma técnica sofisticada e elaborada, embroa hoje em dia a palavra tenha cunho pejorativo (&#8220;é só retórica&#8221;).</p>
<p>Aristóteles defende a retórica (atacada por Platão) como sendo útil, para defender as boas causas.</p>
<p>Na etapa de inveção diz-se que se encontra argumentos, portanto se pressupõe que esses argumentos já existam. Eles “residem” na tópica, que o conjunto de lugares comuns (loci comunis), dos quais se servem os autores.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Topos (singular)/ Topoi (plural): latim para “lugar”</p>
<p>Segundo Curtius a poesia vai se “encharcar” da retórica, se alimentando de “lugares comuns” (topi) do <strong>panegírico</strong>.</p>
<h3>Definições históricas de poesia</h3>
<p>Curtius começa introduzindo um problema: até a época de Dante, cerca de 1300, não havia uma palavra para designar poesia. Ela era conhecida pelo temro genérico “eloquencia”.</p>
<p>Poesia para os antigos era conhecida como “canto”, os poetas “cantavam”.</p>
<p>Para Platão e os gregos os poetas eram os fazedores de poesia (poesis -&gt; fazer em grego). Mas “fazer” não tinha sentido de “criar”, mas sim um sentido técnico. Com a poética sendo redescoberta no século XV, então há a “poesia”.</p>
<p>A seguir Curtius trata da poesia vs prosa. No começo não eram separadas drasticamente, sendo inclusive permeáveis. Transcrevia-se de uma para o outra forma, com relativa indistinção.</p>
<p>A poesia absorveu algo dos gêneros retóricos (forense, político e panegírico)?</p>
<p>Curtius alega que a Idade Média conhecia essas distinções, chamando-as de “sistema antigo”.</p>
<p>Estudava-se, durante a Idade Média, o gênero judiciário assim como o deliberativo, criando-se causas fictícias chamadas de “controvérsias” com função didática.</p>
<h3>Panegírico</h3>
<p>A poesia medieval desenvolver o genêreo panegírico. Os objetos de louvor podem ser diversas coisas, uma vasta gama, de pessoas a cidades.</p>
<p>O panegírico dedicado à louvar os homens se dá em três tempos:</p>
<ul>
<li>Antepassados</li>
<li>Infância</li>
<li>Idade Madura</li>
</ul>
<p>Para isso utilizam-se os <strong>lugares comuns</strong>, assim como para se loucar as cidades, que possue seu próprio conjunto de lugares comuns. O elogio ao soberano será visto na semana que vem.</p>
<p>A panegírica pode se misturar com outros gêneros poéticos, como a Epopéia, ou a lírica.</p>
<p>Na interpretação desses poemas não se deve considerar a “vivência” do autor mas o objeto utilizado, e seu topoi relacionado.</p>
<p>O texto avança, entrando na análise da tópica do panegírico pessoal.</p>
<p>Começando pelo topoi do indizível, onde o orador afirma não ser capaz de exprimir adequadamente os elogios, ficando o discurso aquém da garndeza do elogiado.</p>
<p>Com o tempo passa-se a dizer que os grandes poetas da antiguidade não teriam palavras, tal é a magnitude do louvado.</p>
<p>Passa-se a dizer, depois, que a pessoa louvada é conhecida em todos os lugares (”até na Índia”).</p>
<p>Então tem-se a técncia do sobrepujamento, comparação que tem por fim elogiar (no estilo “mais honesto do que o mais honesto”) -&gt; hipérbole. Disso deriva o elogio do contemporâneo, que sempre sobrepujaria os antigos.<strong>Similar Posts:</strong>
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